sexta-feira, 16 de julho de 2010

Conclusão do dia:

Deus era um desenhista.

Veja bem! Já pararam pra reparar que a maioria das coisas parte de um desenho? Um carro começa no papel, depois de algum tempo, aparece carregando corpos por aí. Prédios só são erguidos porque arquitetos e engenheiros desenham e colocam de pé cada pá de cimento.

Sendo assim, chego a conclusão que somos ou fomos um desenho.

Mônica, Cebolinha, Michey e Miney também eram desenhos, hoje andam e falam com as crianças do mundo.

Há de se confessar que alguns desenhos foram borrados, essa é a explicação para tanta diversidade no mundo. Alguns desenhos não foram terminados, uns ficaram só na sombra, outros tantos ficaram com muita cor. A explicação da nossa existência vem de um papel aos olhos de uma menina de 20 anos que nada entende da vida.

Viu como tudo pode ser fácil?

Big bang, teoria da criação, da evolução... Balela escute a Tamiris, somos desenhos e querem saber? Tenho certeza que somos refeitos a cada dia, incluindo coisas e retirando outras.

Que desenho é você? Pense nisso.

Eu com certeza fui feita em algum momento de reflexão e quando Deus desenhou meu cérebro ele deve ter esquecido alguma coisa importante, se tivesse feito tudo certinho, certamente não estaria aqui falando tanta bobagem (ou não). rs

Obs. A versão do Armandinho, vocês esquecem, tá? Além de chata, não tem concordância nenhuma.

Desenhos, boa noite! Ótimo final de semana.

Curtam a brisa...

(Tamiris_Santana)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Inacreditável "show" da vida


Não farei do nosso blog querido uma central de notícias do dia a dia, porém, peço licença para postar aqui uma humilde opinião sobre o "Caso Bruno".

A opinião não virá seguida de criticas e regada de lições. Somente um alerta!

Pessoas do bem. Mães e pais de familia, adolescentes engajados em boas causas e crianças que só querem da vida um espaço no mundo, ainda que hoje, estejam brincando de boneca e castelos de areia;
Vamos cuidar das nossas crianças, o futuro virá cheio de Brunos, Mércias e Elizas. Ninguém quer isso, chega de ver a TV falando de brutalidade, de atos desumanos causados por humanos. Isso é contraditório. Isso é triste!

Não quero que meu filho cresça em um mundo sujo assim, creio que você também não. Base familiar, educação, conceitos de respeito e bondade para com os outros, isso aqui não é politicagem, é vida. É uma possibilidade de "salvação". É a única e mais real, na verdade!
Não são só assassinatos não! A gente agride o que simplesmente não pode ter reação, nosso meio ambiente ta acabando. Animais grandes, pequenos, indefesos ou não estão sumindo, evaporando como a água do arroz de todos os dias nas nossas mesas. Água essa que ta secando. Arroz esse que fica cada vez mais caro. Vapor esse que não aquece mais nada. Cada dia mais frio.
A mundança depende de nós, somos nós que vivemos aqui. Fechar a janela não adianta, parar o mundo muito menos. O jeito é trazer pra si, tratar como pessoal e principalmente fazer ao invés de falar. O mundo gira, lembram do post anterior? O tempo passa e nem sempre ele é amigo. Não somos plateia sempre, precisamos ser atração também. Quem está na plateia não vive o show. Ninguém precisa viver na calmaria somente, isso não significa "vida mansa". Todo mundo precisa de um ponto de ebulição. Todo mundo precisa explodir pra se recompor. O que falta em nós é a coragem dos que ja lutaram por algo nessa vida. Vamos gente, seja de cara pintada, seja desafiando sozinho um exército, seja culpando o país vizinho, MAS SEJA! A hora é essa, juntos dá, juntos conseguimos.

Atenção e vontade. É só o que precisamos!
Bons ventos, boa semana a todos.

[LUTO] (mediante a tantas desgraças)

(Tamiris_Santana)

terça-feira, 6 de julho de 2010

O mundo gira!

Já pararam pra imaginar isso? O mundo girando?
Não? Vamos dar uma volta então...

Já pararam pra pensar quantas vezes vocês choraram por amor, acharam que iam morrer e não morreram? Quantas vezes sentiram vontade de matar alguém e depois pensou que isso é pecado? Quantas vezes erraram o ônibus, desceram, xingaram todo mundo e depois riu? Quantas e quantas vezes exclamaram: Quem inventou a matemática, não tinha mãe mas sempre que acertavam uma equação, falavam, eu sou foda?

Pois é, MUITAS, muitas mesmos! Seres humanos repetitivos, chatos? Não, apenas, seres vivos.
Pare pra pensar em suas metas de vida e quantas vezes ela se modificou.

Eu já quis ser dentista, psicóloga e turismóloga. Ano que vem me formo em Jornalismo! Lembrando do filme: "Meu nome não é Jhoni", me veio uma frase. Eu já quis juntar um milhão de dólares e no dia seguinte, a vontade era de torrar um milhão de dólares.
Vai entender, ou melhor, não faça isso. Não da pra entender o incompreensível. O que podemos é especular! Isso dá, por isso estou aqui. Especulando.
Crie motivos pra girar, procure sempre comemorar as coisas boas, chore, grite, sorria mas gire, gire...

O que nos resta é viver, intensamente. Nada de parar com o mundo girando em, run! Gire também, gire bastante, quando for preciso pare, mas sempre gire. Movimente-se!

Só vim pra passar mesmo e girar um pouco com vocês.
Boa semana a todos vocês!
Bons ventos.

Ps: Feliz 1 ano Varanda! Faço minhas as palavras do Fred, obrigada aos poucos e bons que se sentam aqui conosco.

(Tamiris_Santana)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Duração do vento: 1 ano

Queridos leitores, amigos, blogueiros, companheiros, inspirações, hoje o Vento na Varanda completa seu primeiro aniversário. No dia 5 de julho do ano passado aqui estava eu colocando a primeira postagem do blog. Éramos 5. Teoricamente ainda somos, mas parece que apenas dois de nós continuamos lotando a cabeça de vocês com palavras e mais palavras... Abaixo, o post inicial do blog, o primeiro ventinho leve a ser soprado...


"Na varanda é assim...
Na varanda bate um vento... nas nossas mentes distraídas umas idéias chegam.O vento podia levar pra bem longe. O vento pode levar pra bem longe...

Estamos aqui na varanda. Podem chegar senhoras e senhores, moças e rapazes, meninos e meninas. Assitam o mundo e ao mundo.Um movimento constante. Movimento sem fim. Da varanda enxergamos tudo isso. E enxergamos diferente, tenha certeza.Nossa varanda, nossa janela, nossos olhos. De pé ou na cadeira de balanço estamos aqui na varanda.
Aproxime-se, toque a campanhia, bata palmas, grite por cima do muro. Depois pode entrar pra tomar um café..."


A ideia foi exatamente essa. Nós, 5 humildes aprendizes de jornalismo, colocarmos aqui nossos textos, criar, pensar e fazer pensar. Melhorar cada vez mais. Não sei se estamos conseguindo, mas tentamos e continuaremos. O convite continua feito, podem chegar aqui na varanda, aproveitar a brisa, dividir ideias, nos ajudar a fazer um vento que não acabe.

Agradeço aos amigos de blog(inclusive aos sumidos..rs); aos leitores e blogueiros que sempre passam por aqui, aos que deixam comentários ou não. Marina, Mr. Gomelli, Letícia, Fabrício, obrigado pelos comentários, pelo incentivo e inspiração. Por mim, agradeço aos passageiros dos ônibus também, que muito me ajudam a escrever algumas coisas...rs.

Assim como o tempo não para, o vento também não para.
Bons ventos. E obrigado a todos vocês.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Brasil tá fora!


E agora nação?

Nota-se na cara de cada brasileiro no dia de hoje a tristeza da eliminação, o hexa mais uma vez passou por nós. Já somos "bi-sem.hexa" (neologismo), afinal de contas, na copa passada, o hexa também ERA pra ser nosso. A Holanda será sempre lembrada no Brasil, à seleção que nos tirou da tormenta das vuvuzelas e da felicidade de se tornar seis vezes campeões do mundo.

Como brasileira e apaixonada por esse país, a tristeza também me consome nesse momento, mesmo sabendo que o time não estava bem na competição, porém, a tristeza não me proíbe de olhar os dois lados da moeda. Por isso, me coloco a pensar!

Brasileiros tristes pela eliminação ou pela perca da boa vida dos pontos facultativos e saídas mais cedo do trabalho? Lamentos, choros e ao final: Estava contando com o “feriado” de terça-feira. Brasil patriota ou Brasil “sem vergonha”?
Patriotismo forçado! Somos brasileiros, trabalhadores, ou seja, todo feriado é bem vindo, com isso, a conclusão é que a copa do mundo é juntar o útil ao agradavel.
Imaginem em 2014? A copa aqui. Meu Deus, o país vai parar, LITERALMENTE.

Enquanto 2014 não chega, o país não para. A segunda feria virá e amanhã ainda é sábado! Bom trabalho a todos, boa recuperação dos jogos e em 2014 que o hexa finalmente venha.

Ah, um recado: Maradona, rs! (Nem preciso escrever o resto né) rsrs!

Vida que segue!

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Bom, mudando um pouquinho de assunto!

Vamos falar de amor, rsrs! Uma dica.

Amigos da varanda, cuidem do que lhes é dado, percebam quando algo de bom acontece em suas vidas e saibam aproveitar. Pessoas, palavras, olhares! Tudo tem um porque, tudo tem um sentido. Saibam identificar esses presentes!

Vim aqui justamente agradecer pelo meu, que essa felicidade não passe. Nem pra mim e nem pra você.

Pronto, Momento paixonite! Rs
(não fiquem diabéticos com tanto doce, ahaha)

Um beijo amigos;
Bons ventos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Deves enquanto...

Companheiros blogueiros, desculpem o atraso mas cheguei... ufa... o trânsito lá fora, incrível.

Li uma matéria no último domingo sobre um tal Rodrigo de Souza Leão, escritor e pintor esquizofrênico morto há quase um ano. Não o conhecia, suas obras, nem tinha ouvido seu nome, confesso. Deixou um livro quase pronto que será lançado agora, nos próximos dias. Achei interessante a matéria, o Rodrigo, sua história e suas obras, mas uma frase dele em especial: “Escrever é uma forma de falar sem ser interrompido”. Nunca tinha parado pra constatar isso. Ele fez. Em um de seus primeiros surtos, ele afirmou que um japonês com uma zarabatana implantou um chip em seu cérebro. Bem, talvez meu chip ainda esteja precisando de alguma atualização para que consiga observar coisas simples como essa. Enquanto isso, escreverei..

Escreverei e pegarei um pequeno trecho desse livro a ser lançado. O autor diz “Eu sofro. Sofro de um sopro de vida”. Quando criei o nome do blog, logo pensei nas duas frases que estão logo abaixo dele, não sei se já repararam. Esses ventos que movem o mundo real, que vem lá de fora aqui pra varanda, podem ser transformados com um vento que sai da varanda e vai lá pra fora. Não creio que tudo deva estar e ser como o vento real manda, ordena. De vez em quando é necessário usarmos o nosso sopro de vida, que muitas vezes nos faz sofrer e outras tantas nos traz alegria, para impulsionar o vento grande. De vez em quando. Era aí que estava querendo chegar desde que li um comentário da Letícia Iambasso no texto anterior, quando ela usou a expressão...

Nem sempre, nem nunca. De vez em quando. Nem hoje, nem amanhã. De vez em quando. Você bebe? De vez em quando. Você ainda pensa nela? De vez em quando. Atualiza o blog?[serve pra Letícia e pra mim, só pra constar] De vez em quando. Assiste futebol? Viaja? Dorme? Discute? Lê? Reza? Vota? Arrota? Acredita? Colhe morangos do nordeste? Toca vuvuzelas? Vive? De vez em quando... Quem nunca usou essa resposta? Peraí.. você já usou? Ah sim.. de vez em quando.. entendo.

De vez em quando seria de dois em dois dias? Quinzenalmente? Mensalmente? De vez em quando é vago... é tempo indefinido. Em alguns casos, é resposta final para conversa. Se diz que bebe sempre, alguém dirá que tem que parar. Se nunca bebe, precisa começar. Mas se bebe de vez em quando, tudo bem... Se viaja sempre, precisa diminuir o ritmo. Se viaja pouco, precisa curtir mais a vida. Se viaja de vez em quando, tudo bem... Parece então que viver de vez em quando é o ideal. Alguém arrisca? É simples... A receita para viver de vez em quando deve ser a seguinte:

Respirar de hora em hora. Amar alguém a cada seis meses. Odiar alguém a cada dois meses. Ter emoções algumas vezes. Cantar alto, mesmo desafinado, só no primeiro domingo de junho. Viver de vez em quando é escolher a melhor data para ser feliz. É abraçar quem te faz bem apenas nos dias 13 de cada mês. É só chorar quando tiver chuva. É só rir quando for primavera. É marcar tempo pra tudo acontecer. Viver de vez em quando, quando der vontade, quando puder, quando sobrar um tempinho. Leitores, esqueçam isso... não vivam de vez em quando, vivam sempre. Ou nunca. Mas de vez em quando?

Permitam-me usar a expressão. De vez em quando eu dou gargalhadas, de vez em quando tenho vontade de chorar, de vez em quando eu canto, de vez em quando eu paro de roer unhas. Mas sempre vivo. Vivo sem esperar viver de vez em quando. Vivo sempre. As emoções surgem de repente, as situações aparecem do nada. Se estiver esperando por elas de vez em quando, pode ser que não esteja preparado.

O vento não bate de vez em quando na varanda. O vento está sempre por aqui. Sempre um sopro de realidade, um sopro na realidade. Um sopro de vida. Ventos fortes, renovados, trazem de tudo um pouco. Mas trazem. Mas se movem. Mas movem. Vivem. Um vendaval dentro de todos nós sempre, seria esse o ideal... o meu ideal. E que seu vento chegue até mim. E que nosso vento chegue até você. Sempre.

Ah, de vez em quando tem copa do mundo de futebol e eleições logo depois. De vez em quando o Brasil ganha. Falo do futebol.


Abraços. Bons ventos.


E vou deixar três links para textos que escrevi enquanto não postava na varanda. Estão no Jornal da Comunidade, “linkado” nos favoritos.
http://jornaldacomunidade.blogspot.com/2010/02/coisas-de-momento.html
http://jornaldacomunidade.blogspot.com/2010/04/coisas-de-momento.html
http://jornaldacomunidade.blogspot.com/2010/05/coisas-de-momento.html

domingo, 27 de junho de 2010

Quando o fim tem começo!

Sabe um coração cheio de alegria? Pois é, está o meu!

A varanda é um espaço livre de qualquer preconceito, por isso, escrevemos de tudo um pouco aqui. As vezes "abandonamos" o blog, não é por querer. Todos nós trabalhamos e estudamos muito, peço perdão aos poucos e bons leitores deste espaço.
Obrigada pela paciência e principalmente pelo tempo que disponibilizam para vir aqui comentar nossos textos. PROMETO, que sempre passarei por aqui, com ou sem tempo, vou sempre dar um jeito, assim como nossos outros amigos. Não se preocupem, esse vento não irá passar..

Bom, vamos aos serviços rs!

Poetizando..

Manhã nublada, seguida de um dia um tanto quanto estranho, afinal de contas, o céu azul e o sol a pino, agrada bem mais. Porém, todo dia é dia. Todo dia é dia de sorrir, de chorar, cantar, se calar, pular e cair. Todo dia, de fato, é dia! Dia de tudo e dia de nada.

Hoje é dia amigos, dia de ser FELIZ, imensamente feliz.
Portanto, a partir de hoje, levaremos a felicidade como obrigação diária. Assim como escovar os dentes, dar beijinho de bom dia em quem a gente ama, ir trabalhar (¬¬ rs), encontrar a família no final da tarde e implicar com o cachorro do vizinho sempre que ele ta no portão atormentando nossas vidas. Tadinho do cachorro, ele nem sabe que atormenta mas sim, ele atormenta, aquele poddole chato! Enfim, deixa o Nick pra lá. rs

Se vocês soubessem o que/quem me deu inspiração pra vir falar de felicidade aqui, uma criança linda que completou um ano ontem, o amor incondicional da minha vida. Uma mulher linda, nossa, como linda ela é. Uns amigos perfeitos, minhas pilastras e até mesmo, o chato do cachorro que me acordou com um latido alto, extremamente irritante mas muito FELIZ pq quando olhei da janela, tava ele lá, brincando de pegar a bolinha que rolava por todo quintal..
Felicidade, minha gente, a fórmula é essa. Ver nas pessoas, nas coisas, a felicidade! Não tem mistério, não tem segredo, é sim uma questão de escolha. Só é feliz quem escolhe ser feliz. Não escolha ser triste pq isso é triste demais, não me deixe triste, escolhendo ser triste. Vamos todos ser felizes, MUITO felizes.

Bom, como diria o poeta, meu preferido Vinicius, em uma quase homenagem a nossa varanda rs:


"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar..."

Vinicius de Moraes

Bons ventos a todos.
Que todos vocês, tenham felicidade suficiente para que eu nunca precise deseja-los.

Boa pescaria!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Oi Varanda;

Véspera de feriadão, eu não sei colocar imagens aqui no blog, estou trabalhando ou deveria estar. Faz calor nessa cidade pacata em que vivo, as pessoas passando ali na rua e eu pensando em quantas histórias passam por nós todos os dia escondidas em membros, artérias, veias, sangue e bla bla bla...

Uma senhora entrou aqui hoje para perguntar sobre aposentadoria. Isso foi a única coisa que ela não perguntou.
Começou falar de sua filha, falecida a dois anos em um acidente de moto. Chorou, se desesperou, se indignou e foi embora.
Não a conheço, nunca a vi, mas percebi que naquele momento eu era o que ela tinha, talvez tenha visto em mim, a menina de 20 anos que a deixou tão cedo.

Agora no twitter, acontece um "barraco", Bruno Mazzeo, filho do nosso querido Chico, disse: Luan Santana é vesgo! Foi o suficiente para milhares de fãs de Luan Santana "cairem de pau" em cima do humorista. O humorista então, começou retrucar e desde ontem não se fala em outra coisa no twitter.
Marcius Melhem ao invés de ajudar, disse: Se eu dissesse que não é o Luan que é vesgo e sim os seus fãs que são surdos, o que aconteceria? Aconteceria não, aconteceu!
Os mesmos fãs se revoltaram contra ele também.
Pessoas que nunca trocaram um "oi" com o "Meteoro da Paixão" o defendem como se fosse um irmão. Um compadre, como diria meu pai.

Coloquei os dois casos pra percebermos que as pessoas se envolvem com os problemas dos outros, uns mais sérios, outros nem tanto. Afinal de contas, chamar alguém de vesgo é uma ofensa tão grande assim? Ou ofensa é uma mãe perder a filha por demora no socorro? Não há comparação mas há sentido.
As vezes vemos no problema do outro, um problema nosso que desconheciamos.
Aprender assim é tão bom!
Fiquei imaginando minha mãe no lugar dela e eu gostaria muito que alguém desse colo pra ela. Foi o que eu fiz. Junto com a minha chefe, rs! (os amigos de blog entenderão o riso. rsrs), ajudamos e acalentamos essa pobre criatura que hoje se diz caminhar sozinha.

O Brasil é um país tão grande, cheio de coisas maravilhosas, tem que haver esperança também. Vai melhorar, precisa melhorar!

Aprendi ontem que só conhecemos o outro quando nos conhecemos, e que somos incebergs, o que está por fora é infinitamente menor do que temos dentro de nós. Pratiquei hoje o ato da doação, e como é bom ver alguém sorrindo pra você pelo simples fato de estar ali.
Já que a vida é um self service, comecemos hoje nos servir de coisas boas, coisas produtivas.
A vida ta aí e até que nos provem o contrário, é uma só!

Bom apetite e aos parceiros de blog, boa pescaria.
Bons ventos a todos!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Perto da janela

Dizem que o ano começa depois do carnaval, não sei se é a realidade mas aproveito a deixa como desculpa para a falta de postagens. Penso que não seja a verdade, desde a última vez que escrevi aqui, quase nas últimas horas do último ano, muitas coisas aconteceram. Pouco tempo depois a chuva caiu e com ela alguns morros que destruiram uma ilha em Angra, aconteceram terremotos, começou mais um big brother, terminou A Fazenda, uns tais Solitários começaram e terminaram... e ainda teve tempo do carnaval existir no meio de tudo isso... Parece que entre os shows da realidade, foi a realidade que deu um show nesse recesso de início de ano prolongado. Sabem aquela de "só o tempo vai calar a minha dor"? Não tenho dor nenhuma, mas amigos, qual dor se calará primeiro? A das famílias destruídas ou do perdedor da prova do líder? Ah, não vim falar sobre isso... Oh, falando em calar a dor, já ia esquecendo... começaram nesse tempo também os campeonatos de futebol..
Na verdade, antes deste post já tentei algumas vezes escrever, mas perdia a ideia e já era... Mas como o ônibus é a minha sina e se acreditasse em outras vidas começaria a pensar na possibilidade de ter sido motorista no passado, foi uma notícia que vi hoje que me trouxe aqui. Contava que um homem foi assassinado por negar um pedido de outro. O pedido? Fechar a janela do ônibus pois estava ventando frio... O moço da janela se recusou a fechar e por esse motivo perdeu a vida.

Músicas, televisão e ônibus. Cheguei à conclusão que são esses três elementos que me fazem escrever mais. Na verdade, são o que eles trazem. É uma pena saber que não posso apenas escrever sobre "eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar", sobre entrevistas do Roda Viva e sobre as pessoas que falam coisas engraçadas perto de mim enquanto vou de um lugar ao outro... é uma pena que às vezes exista necessidade de citar um "vou te comer, vou te comer, vou te comer", modinha do carnaval, citar uma entrevista que não acrescenta nada do superpop e citar as coisas não tão boas que acontecem dentro de um ônibus.

É assim dessa vez. Gente, a que ponto tudo chegou? A humanidade, a violência, a incapacidade de um diálogo, a falta de entendimento.. É um ponto que podemos começar a não querer o vento batendo na cara pois o moço do corredor está armado. É um ponto que o diálogo não mais existe. É um ponto que tentar convencer ou ainda compreender o motivo de uma janela aberta não faz a menor falta. É um ponto que o último ponto da sua vida pode ser um ponto de ônibus.

Uma das coisas que tentei escrever certo dia e não consegui terminar foi sobre a minha incrível dificuldade com finais que percebi dias atrás. Tenho dificuldade com o fim de um ciclo e o início de outro. Não sei se medo, receio, vontade de que aquele que está acontecendo não acabe.. não sei, mas tenho essa dificuldade com certos finais. Sim, tudo um dia chega ao fim e assim tem que ser para que a humanidade evolua.. para que nós consigamos evoluir. Se minha alfabetização um dia não tivesse chegado ao fim eu não chegaria ao último ano do ensino fundamental e não teria sofrido com o fim deste para chegar no ensino médio. Se o ensino médio não chegasse ao fim, não estaria hoje em um curso superior. Há necessidade dos finais para a evolução. Tenho dificuldade, mas é preciso! O que tem acontecido é que alguns finais não precisam existir para a humanindade evoluir. Toda regra tem uma excessão, certo? A gentileza não precisa ter fim, o entendimento não precisa ter fim, a compreensão não precisa ter fim... Aquela vida, penso eu, não devia ter fim naquele momento.

A novela terminou ontem com um título sugestivo: Poder Paralelo. Parece que é isso que tem valor e que não deve ter fim.. o poder. O poder do assassino está na arma, sem ela ele é tão "fraco" quanto a vítima. Um tinha o poder de abrir ou fechar a janela, o outro tinha o poder de pedir e tentar convencer. O primeiro pode abrir mas não pode fechar. O segundo preferiu mostrar que era mais forte. Depois disso, saiu e fugiu.

Quando sentar no lado da janela? Quando sentar no lado do corredor? Um medo novo pra nossa coleção: medo de fechar a janela ou deixar aberta quando alguém pedir. E ficar sem o vento? Ah não.. sem o vento não... o vento que chega tão bom aqui na varanda, que traz e leva as coisas.. o vento que ele sentiu no rosto pela última vez.

Que o vento não leve essa mesma ação quando alguém do corredor pedir um pão e o ser humano da janela não der; quando o da janela se recusar a emprestar o celular; quando pedir para ler uma frase e o outro não conseguir... Pode ser que ele se recuse a ler por ser analfabeto, mas os humanos fortes, aqueles do corredor, não ligam para isso.. é um detalhe... Enquanto isso os humanos da janela vão sofrendo, vão morrendo, estão sumindo...


Mas o vento está aqui, o vento esteve lá... Seria culpa do vento? Não, não... ele não escolheu onde ficar..

Abraços, bons ventos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Amigo bichOculto


Penúltimo dia do ano 2009 d. C. e eu aqui voltando a escrever. Aos que sentiram falta, desculpa. Aos quem não sentiram.. desculpa também. A amiga blogueira Marina acertou, estavamos enrolados com trabalhos de faculdade.. depois disso foi só preguiça mesmo..

Enfim, penúltimo dia de um ano maravilhoso para uns, não tão maravilhoso para outros. Percebi que esse final de ano foi diferente de todos os outros 18 da minha vida: não ouvi tanto a Simone cantando seu "então é natal", o que já pode ser considerado um progresso e quebra na tradição, um milagre natalino talvez... aguardemos agora pelo fim do especial do tal rei da música brasileira que em todos esses 18 finais de ano que já passei vem cantando "emoções" em todas as edições.

Minhas participações no humilde blog talvez devessem ganhar outro nome no próximo ano. Sair da varanda, embora o vento aqui seja muito agradável, e passar a ter algum nome relacionado aos ônibus, pois, pra variar, contarei algo que vi novamente dentro de um. Mas não, queridos leitores, isso não acontecerá. É uma das "promessas" de final de ano que nunca se cumprem, como regime que maria iniciará, como o manuel que vai parar de fumar, como a aninha que passará a estudar mais... são as promessas furadas, então, o vento continuará soprando lá dentro do ônibus e vindo aqui pra varanda. Da varanda não saio, da varanda nenhum ônibus me tira.

Vamos lá? Final de ano, dezembro.. o mês que todos se amam, todos se cumprimentam, beijos, abraços, desejos de dias melhores, trocas de presentes. São amigos ocultos, amigos incultos, amigos explícitos, inimigos ocultos, inimigos disfarçados como amigos... enfim, tudo faz com que dezembro traga sorrisos aos que tem muito e aos que tem pouco. Certo? Errado! A história que vi de dentro do ônibus aconteceu poucos dias atrás, portanto, nesse mês de amor. Duas mulheres aos gritos na calçada, o ônibus parado e eu assistindo pela janela. Os gritos continuaram e os tapas começaram. Assim foi também com os puxões de cabelo. Disso para uma jogar a outra no chão foi um segundo. Um rapaz foi separá-las e uma delas disse "não se mete, ela é minha irmã". Aparentemente a outra não estava sóbria. Três crianças estavam perto e uma deles, um menino, um pedaço de gente, do alto de seus talvez 9 anos solta a frase assim "tô cansado dessa merda!". O ônibus foi embora e o mundo continuou...

Gente, leitores, blogueiros, não vou dizer que sou a pessoa que mais pensa nos outros, que mais está pronta pra ajudar e sofrer pelo semelhante, sei que não sou... mas isso me chamou atenção. Será que aquele "pedaço de gente" não é mais gente que as duas grandes? Penso que sim... E ao mesmo tempo, se as grandes ficarem fizendo isso perto do menor, o que será a vida dele quando maior? Aquele é o exemplo de amor, de clima natalino? Não seria capaz de reconhecer aquele menino novamente, mas a expressão daquele rosto ficou na minha cabeça...

Aos que não conhecem, vale a pena duas músicas: uma composição de Abdullah que fala sobre paz e outra do Rosa de Saron, "Mais que um mero poema". Agora fico com a primeira e deixo um trecho:

"...é a eterna luta que existe entre o bem e o mal. Uns fazem banquete, outros comem lixo. Que será o homem? Quem será o bicho? Mas que mundo é esse que a gente tá tentando salvar?"

Não sou capaz de salvar o mundo nem quero ter tal responsabilidade, mas penso que sou capaz de salvar um pedaço mínimo. Será que aquele menino tentou salvar o mundo delas? Será que elas estão destruindo o mundo dele? Tenho dúvidas... Quem será o homem? Quem será o bicho? Quem ali pensa? Quem não pensa?
E a eterna luta entre o bem e o mal não cessa... por isso dezembro não é o mês mais lindo e amoroso de todos. Tal mês nem existe... as aparências enganam.. os amigos são ocultos.

Como pretendo voltar a escrever mais vezes por aqui, aqui encerro a sessão do dia.. Tentando ser mais humano e menos bicho para tentar humanizar alguns bichos humanos. Será que essa é promessa que dá certo para o próximo ano ou faz parte do grupo citado lá no início? Veremos..

E para os poucos que leem aqui, bons ventos em 2010. Para os que não leem também. Voltem sempre. A varanda está sempre disposta a acolher quem o vento traz...


Até a próxima.